Clube de Leitura dos Poetas (Adriana Janaína Poeta) Publisher https://wwwfacebook.com/adrianajanainapoeta adrianajanainapoeta01233034782@gmail.com This Blog is owned and authored by Adriana Janaína Poeta, pseudonym of Adriana Janaína Alves de Oliveira / CPF. 01233034782. Brazilian, born in Rio de Janeiro. Without Whats APP. Writer, Composer, Journalist, Editor, Founder, (2004), and owner. Married to Marcelo Bernardo (de Oliveira), since 04/02/2010.
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
A mosca Por Adriana Janaína Poeta CPF.:01233034782 in O Carneiro Volume I/ Conto 2 (Ficção) Todos os direitos reservados.
A mosca
Por Adriana Janaína Poeta
CPF.:01233034782
in O Carneiro
Volume I/ Conto 2
(Ficção)
Todos os direitos reservados.
Arminda olhou para a porta de madeira antiga, através da qual estava o corpo de sua mãe, Leda. Depois olhou para a tia, irmã mais velha de sua mãe, Italvina. Os olhos verdes claros de Italvina estavam cheios de lágrimas. Italvina juntou as mãos, tentando se acalmar, levando-as até a boca, como se procurasse conter o choro Olhou para a sobrinha, Arminda, após as duas olharem, durante algum tempo, a porta de madeira, fechada, antiga, as paredes brancas, do IML.
- Eu não consigo entrar e ver a minha irmã, assim, Arminda. - disse Italvina, prestes a voltar a chorar. Queria se controlar, apoiar a sobrinha, naquele momento triste, mas a morte da irmã que amava, que sempre a socorria quando precisava, que ela, Italvina, ajudara a criar, causava grande dor. Era difícil crer e suportar.
- Eu entro. - Disse Arminda. Estava profundamente triste, mas precisava ser forte, por ela, pela tia, pelos irmãos, para tomar as medidas e decisões que eram necessárias. Não podia se permitir chorar, abater, tinha que manter a racionalidade, a calma.
Abriu a porta, entrou na sala do IML, no centro do Rio de Janeiro. Era uma sala ampla, cheia de estantes, gavetas, prateleiras, mesinhas, cadeiras... As paredes eram pintadas de branco, como a fachada. Estavam meio encardidas. O ventilador de teto estava desligado. Não havia ar condicionado. Á direita, sentado numa velha cadeira de madeira, encostado a parede, ao lado de uma pequena mesa de madeira, estava um homem, comendo um sanduíche. Era branco, cabelos castanhos, estatura mediana, magro. Tinha um sorriso sarcástico, enquanto comia o sanduíche. A princípio, não reparou, mas seu primo, Cledinaldo, filho de sua falecida tia materna, irmã do meio, e madrinha, estava no canto, à esquerda, observando.
Ela viu, em cima de uma mesa de aço, central, o corpo de sua mãe, advogada recém formada, viúva pela segunda vez. Aproximou-se, em silêncio.
- "É apenas o corpo. Minha mãe não está ali. Minha mãe está viajando. Bem. Em outro lugar."- Repetia para si mesma, Arminda, enquanto se aproximava da mesa.
A mãe estava sem nenhuma mancha ou ferida aparente, nenhum vestígio de sangue. Parecia estar dormindo. Havia uma espécie de suor, um fluído corporal, ou algo que desconhecia,
(Trecho)
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